quinta-feira, 11 de abril de 2013

Do infinitamente pequeno...


 O seguinte excerto do livro «Vida Psíquica: elementos e estruturas», do falecido Mestre de ciência Iniciática, Omraam Mikhael Aivanhov, é elucidativo:

«Convencei-vos de que na nossa Escola [Fraternidade branca Universal] não aprendereis nada a não ser a ciência do insignificante! … Sim, a ciência do infinitamente pequeno, do infinitamente desprezado, rejeitado, desdenhado. Porquê Porque o infinitamente pequeno abrir-vos-á as aportas do infinitamente grande. Por isso, começai pelo domínio dos vossos gestos e sobretudo das vossas mãos. As mãos ficam abandonadas a elas próprias, fora da vossa consciência, e isso é a prova de que a vossa vontade não está sob controlo da vossa inteligência. Pode-se ter uma vontade, pode ser-se activo, mas essa vontade e essa actividade estão fora de controlo. A cada passo encontra-se pessoas muito fortes, diz-se mesmo que são "forças da natureza", mas elas são forças não dominadas e que podem ser muito prejudiciais para a sociedade. Qualquer força deve ser controlada e orientada, a fim de só produzir resultados benéficos.»

Elucidativo, ainda mais se tivermos em conta que o Mestre de Aivanhov, o Mestre Peter Deunov, foi contemporâneo de Onisaburo, o mestre espiritual do Fundador, o qual o considerou um grande mestre espiritual.

As mãos, o centro da acção, não devem ser deixadas ao acaso. O centro da vontade, a mente deve controlar as mãos.

No Aikido devemos ser capazes de controlar os mais pequenos gestos e, assim, controlar a força, e não sermos controlados pela mesma. Devemos meditar nos movimentos das técnicas desenvolvidas pelo Sábio que era Morihei Ueshiba, e tentar perceber as suas implicações no Caminho da Vida.

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